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sexta-feira, 16 de março de 2012

Carne Vermelha x Morte Prematura

Olá!

Ainda quero escrever um comentário mais elaborado sobre este assunto. Mas, para não deixar a notícia ficar velha, já estou compartilhando com vocês. Desde criança, como adventista do sétimo dia, sempre recebi orientações a respeito do uso moderado da carne, especialmente, a carne vermelha. Durante alguns anos da minha vida fui vegetariana. Porém, mesmo depois de voltar a comer carne, sempre soube da importância da necessidade do uso consciente deste alimento.

Lembro-me de muitas palestras proferidas na Igreja Adventista e em Cursos Bíblicos Interativos na Rádio Novo Tempo (AM 630 - Campo Grande/MS), em que médicos renomados, como o Dr. Hélnio Judson Nogueira e Alcione Balsanelli, reforçavam os conselhos da pioneira adventista Ellen G. White que, inspirada por Deus, já tratava desse assunto desde o início do século passado.

Uma das informações que ficou bem gravada em minha mente é que, segundo estudos mencionados pelos médicos, os benefícios da dieta semi-vegetariana  (com poucas porções de carne) são bem semelhantes aos da dieta ovo-lacto-vegetariana. Se não estou enganada, enquanto as pesquisas mostravam que a expectativa de vida dos ovo-lacto-vegetarianos aumentava em dez anos, a dos semi-vegetarianos aumentava em oito anos. Um ótimo negócio para quem não consegue viver sem carne.

Nessa semana, o resultado de um estudo conduzido por uma das universidades mais prestigiadas do mundo, veio confirmar tudo aquilo que tenho aprendido durante os meu 30 anos de existência e o que minha querida igreja vem pregando há mais de cem.

Fiquei muito feliz e, por isso, compartilho os conteúdos abaixo. Grande abraço e fiquem com Deus!

"Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (I Cor. 10:31)


Consumir carne vermelha aumenta em até 20% os riscos de morte prematura
Probabilidade é maior com o consumo de uma porção de carne processada ao dia



A carne vermelha não é saudável. Já se sabe. Mas pesquisadores não param de constatar argumentos contra ela. O mais recente é resultado de uma pesquisa publicada nesta segunda-feira no periódico Archives of Internal Medicine. Segundo o estudo, conduzido na Faculdade de Saúde Pública de Harvard, nos Estados Unidos, o consumo de carne vermelha pode aumentar os riscos de morte prematura, além do aparecimento de doenças cardiovasculares e câncer. Substituir esse alimento por outros, como por peixes e aves, significa diminuir a chance de morte prematura.

Para chegar a essas conclusões, os pesquisadores analisaram dados de dois estudos sobre os hábitos alimentares de 37.698 homens e 83.644 mulheres durante 28 anos. Nesse período, foram registradas 23.926 mortes, sendo que 5.910 aconteceram devido a uma doença cardiovascular e 9.464, a algum tipo de câncer.

Os autores do estudo observaram que um maior consumo de carne vermelha foi associado ao aumento do risco de problemas cardiovasculares e casos de câncer. Embora essa chance tenha sido elevada para todos os tipos do alimento, ela foi maior em relação à carne vermelha processada. O mesmo foi identificado em relação a casos de morte prematura decorrentes de problemas de saúde em geral. Os resultados mostraram que comer uma porção de carne vermelha processada ao dia aumenta esse risco em 20%. Esse índice é de 13% para carne não processada.

Substituição saudável - A pesquisa também indicou que, além de comer menos carne vermelha, trocá-la por outros alimentos é capaz de diminuir as chances de morte prematura. Segundo o estudo, essa redução pode ocorrer com a substituição de uma porção de carne vermelha ao dia por uma porção de peixe, ave, frutas secas, legumes e de grãos. "Nós estimamos que 9,3% das mortes registradas no estudo entre os homens e 7,6% das mortes entre as mulheres poderiam ter sido evitadas se os participantes consumissem menos de meia porção de carne vermelha ao dia", afirma a pesquisa. Para os especialistas, comer menos carne vermelha significa reduzir as chances de doenças crônicas e, consequentemente, de mortalidade decorrente de problemas de saúde em geral.

Saiba mais

CARNE PROCESSADA
A carne processada é a carne misturada com sal, temperos artificiais e conservantes, como o nitrito de sódio, por exemplo. Esta substância é adicionada a alimentos para fixar cor neles, além de evitar que eles estraguem rapidamente. Presunto, salsicha, linguiça e salame são exemplos de carne vermelha processada. Tanto os conservantes quanto a própria carne processada já foram relacionados por outras pesquisas a diversos problemas de saúde, como com o câncer de pâncreas, por exemplo.
(Fonte: Veja)

Agora assista a reportagem veiculada no Jornal Nacional:

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Eventos Finais: "quando formos desprovidos de nossas Bíblias..."

Na semana passada, tive a alegria de estudar o capítulo 5 do livro "Eventos Finais", da escritora Ellen White, na companhia de meus queridos amigos do Pequeno Grupo de Jovens Casais da IASD do bairro Estreito, em Florianópolis/SC.

Pioneira da Igreja Adventista do Sétimo Dia, Ellen recebeu o dom da profecia e durante o seu ministério contemplou cerca de 2.000 visões e sonhos, em sua maioria, sobre o que chamamos de Tempo do Fim, ou seja, os últimos dias da humanidade antes da segunda vinda de Cristo.

Dentre o vasto conteúdo estudado com o Pequeno Grupo, duas citações me vieram à mente nesta semana (Daqui a pouco explico o motivo). Seguem abaixo:

"Chegará o tempo em que muitos serão privados da Palavra escrita. Se, porém, essa Palavra é gravada na memória, ninguém poderá tirá-la de nós." Manuscript Release 760, 24.

"Estudai a Palavra de Deus. Entesourai na memória suas preciosas promessas, para que, quando formos desprovidos de nossas Bíblias, ainda estejamos de posse da Palavra de Deus." Manuscript Releases, vol. 10, pág. 298.

Vivemos em um momento bem especial da história. O mundo clama por paz e muitos governos têm se engajado nesta luta. As pessoas querem amar e ser amadas, independentemente de suas diferenças. Existe muito mais liberdade em se falar de Cristo e a Bíblia é o livro mais vendido do mundo há décadas (sem falar das versões digitais, internet e celular).

Diante deste panorama, como entender as palavras de Ellen White mencionadas acima? Como imaginar que chegará o dia em que não teremos mais a Bíblia Sagrada a nossa disposição?

Na última terça-feira, 31/05, uma notícia publicada no site Uol me fez pensar em tudo isso. A manchete era assim: Site da ABGLT convoca para ato de queima da Bíblia; entidade diz que foi "hackeada"
Você pode ler mais detalhes sobre a notícia clicando aqui. Mas fazendo um resumo rápido... Na tarde do dia 31, foi publicado no site da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), um texto que dizia o seguinte: "em frente a Catedral, nós ativistas LGBTT iremos queimar um exemplar da 'Bíblia Sagrada'". Em seguida, a mensagem defendia que "um livro homofóbico como este não deve existir em um mundo onde a diversidade é respeitada."

Após o anúncio gerar comentários raivosos no Twitter, a entidade alegou ter sido vítima de um ataque hacker e substituiu o aviso por uma nova versão que dizia: "Queimando a Homofobia: aglomeração às 14h na porta da catedral. Tragam livros religiosos, em prol da diversidade".

Não me considero alguém do tipo alarmista, que tenta encaixar qualquer ação dos Estados Unidos com as profecias do Tempo do Fim. Mas esta notícia me fez lembrar dos escritos de Ellen White.

Em um mundo que considerar a Palavra de Deus como homofóbica, é bem razoável que ela seja retirada de nós. Mesmo que isso fira o princípio da liberdade religiosa ou de consciência. Afinal, vivemos em uma sociedade que quer ser politicamente correta.

Pense nisso!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

O Segredo do Casamento

Mais um do Stephen Kanitz*. Esse foi publicado na edição 1922 da Revista Veja - ano 38, nº 37, 14 de setembro de 2005, página 24.

O Segredo do Casamento

Meus amigos separados não cansam de me perguntar como eu consegui ficar casado trinta anos com a mesma mulher. As mulheres, sempre mais maldosas que os homens, não perguntam a minha esposa como ela consegue ficar casada com o mesmo homem, mas como ela consegue ficar casada comigo.

Os jovens é que fazem as perguntas certas, ou seja, querem conhecer o segredo para manter um casamento por tanto tempo.

Ninguém ensina isso nas escolas, pelo contrário. Não sou um especialista do ramo, como todos sabem, mas, dito isso, minha resposta é mais ou menos a que segue.

Hoje em dia o divórcio é inevitável, não dá para escapar. Ninguém agüenta conviver com a mesma pessoa por uma eternidade. Eu, na realidade, já estou em meu terceiro casamento - a única diferença é que me casei três vezes com a mesma mulher. Minha esposa, se não me engano, está em seu quinto, porque ela pensou em pegar as malas mais vezes do que eu.

O segredo do casamento não é a harmonia eterna. Depois dos inevitáveis arranca-rabos, a solução é ponderar, se acalmar e partir de novo com a mesma mulher. O segredo no fundo, é renovar o casamento, e não procurar um casamento novo. Isso exige alguns cuidados e preocupações que são esquecidos no dia-a-dia do casal. De tempos em tempos, é preciso renovar a relação. De tempos em tempos, é preciso voltar a namorar, voltar a cortejar, voltar a se vender, seduzir e ser seduzido.

Há quanto tempo vocês não saem para dançar? Há quanto tempo você não tenta conquistá-la ou conquistá-lo como se seu par fosse um pretendente em potencial? Há quanto tempo não fazem uma lua de mel, sem os filhos eternamente brigando para ter a sua irrestrita atenção?

Sem falar nos inúmeros quilos que se acrescentaram a você, depois do casamento. Mulher e marido que se separam perdem 10 quilos num único mês, por que vocês não podem conseguir o mesmo? Faça de conta que você está de caso novo. Se fosse um casamento novo, você certamente passaria a freqüentar lugares desconhecidos, mudaria de casa ou apartamento, trocaria seu guarda-roupa, os discos, o corte de cabelo e a maquiagem. Mas tudo isso pode ser feito sem que você se separe de seu cônjuge.

Vamos ser honestos: ninguém agüenta a mesma mulher ou marido por trinta anos com a mesma roupa, o mesmo batom, com os mesmos amigos, com as mesmas piadas. Muitas vezes não é sua esposa que está ficando chata e mofada, são os amigos dela (e talvez os seus), são seus próprios móveis com a mesma desbotada decoração. Se você se divorciasse, certamente trocaria tudo, que é justamente um dos prazeres da separação. Quem se separa se encanta com a nova vida, a nova casa, um novo bairro, um novo círculo de amigos.

Não é preciso um divórcio litigioso para ter tudo isso. Basta mudar de lugares e interesses e não se deixar acomodar. Isso obviamente custa caro e muitas uniões se esfacelam porque o casal se recusa a pagar esses pequenos custos necessários para renovar um casamento. Mas, se você se separar, sua nova esposa vai querer novos filhos, novos móveis, novas roupas, e você ainda terá a pensão dos filhos do casamento anterior.

Não existe essa tal "estabilidade do casamento", nem ela deveria ser almejada. O mundo muda, e você também, seu marido, sua esposa, seu bairro e seus amigos. A melhor estratégia para salvar um casamento não é manter uma "relação estável", mas saber mudar junto. Todo cônjuge precisa evoluir, estudar, aprimorar-se, interessar-se por coisas que jamais teria pensando fazer no início do casamento. Você faz isso constantemente no trabalho, por que não fazer na própria família? É o que seus filhos fazem desde que vieram ao mundo.

Portanto, descubra o novo homem ou a nova mulher que vive ao seu lado, em vez de sair por aí tentando descobrir um novo e interessante par. Tenho certeza de que seus filhos os respeitarão pela decisão de se manterem juntos e aprenderão a importante lição de como crescer e evoluir unidos apesar das desavenças. Brigas e arranca-rabos sempre ocorrerão: por isso, de vez em quando é necessário casar-se de novo, mas tente fazê-lo sempre com o mesmo par.

* Stephen Kanitz é administrador por Harvard

terça-feira, 31 de agosto de 2010

O contrato de casamento

No ritmo da penúltima capa da Revista Veja, resolvi relembrar com vocês dois artigos que me chamaram muito a atenção mesmo antes de estar casada. O articulista é o Stephen Kanitz (administrador por Harvard). Ele geralmente escreve sobre economia, bolsa de valores, crise, etc... Mas, às vezes, ele escreve sobre a instituição matrimonial de uma forma muito mais impressionante do que muitos sermões de casamento.

Imaginando que eles podem ser úteis pra muita gente, transcrevo abaixo "O contrato de casamento", publicado na Revista Veja - Edição 1873, de 29 de setembro de 2004. Amanhã postarei "O Segredo do Casamento".

"Casamento é o compromisso de aprender a resolver as brigas e as rusgas do dia-a-dia de forma construtiva, o que muitos casais não aprendem, e alguns nem tentam aprender"

Na semana passada comemorei trinta anos de casamento. Recebemos dezenas de congratulações de nossos amigos, alguns com o seguinte adendo assustador: "Coisa rara hoje em dia". De fato, 40% de meus amigos de infância já se separaram, e o filme ainda nem terminou.

Pelo jeito, estamos nos esquecendo da essência do contrato de casamento, que é a promessa de amar o outro para sempre. Muitos casais no altar acreditam que estão prometendo amar um ao outro enquanto o casamento durar. Mas isso não é um contrato.

Recentemente, vi um filme em que o mocinho terminava o namoro dizendo "vou sempre amar você", como se fosse um prêmio de consolação. Banalizamos a frase mais importante do casamento. Hoje, promete-se amar o cônjuge até o dia em que alguém mais interessante apareça. "Eu amarei você para sempre" deixou de ser uma promessa social e passou a ser simplesmente uma frase dita para enganar o outro.

Contratos, inclusive os de casamento, são realizados justamente porque o futuro é incerto e imprevisível. Antigamente, os casamentos eram feitos aos 20 anos de idade, depois de uns três anos de namoro. A chance de você encontrar sua alma gêmea nesse curto período de pesquisa era de somente 10%, enquanto 90% das mulheres e homens de sua vida você iria conhecer provavelmente já depois de casado.

Estatisticamente, o homem ou a mulher "ideal" para você aparecerá somente, de fato, depois do casamento, não antes. Isso significa que provavelmente seu "verdadeiro amor" estará no grupo que você ainda não conhece, e não no grupinho de cerca de noventa amigos da adolescência, do qual saiu seu par. E aí, o que fazer? Pedir divórcio, separar-se também dos filhos, só porque deu azar?

O contrato de casamento foi feito para resolver justamente esse problema. Nunca temos na vida todas as informações necessárias para tomar as decisões corretas. As promessas e os contratos preenchem essa lacuna, preenchem essa incerteza, sem a qual ficaríamos todos paralisados à espera de mais informação.

Quando você promete amar alguém para sempre, está prometendo o seguinte: "Eu sei que nós dois somos jovens e que vamos viver até os 80 anos de idade. Sei que fatalmente encontrarei centenas de mulheres mais bonitas e mais inteligentes que você ao longo de minha vida e que você encontrará dezenas de homens mais bonitos e mais inteligentes que eu. É justamente por isso que prometo amar você para sempre e abrir mão desde já dessas dezenas de oportunidades conjugais que surgirão em meu futuro. Não quero ficar morrendo de ciúme cada vez que você conversar com um homem sensual nem ficar preocupado com o futuro de nosso relacionamento. Nem você vai querer ficar preocupada cada vez que eu conversar com uma mulher provocante. Prometo amar você para sempre, para que possamos nos casar e viver em harmonia".

Homens e mulheres que conheceram alguém "melhor" e acham agora que cometeram enorme erro quando se casaram com o atual cônjuge esqueceram a premissa básica e o espírito do contrato de casamento. O objetivo do casamento não é escolher o melhor par possível mundo afora, mas construir o melhor relacionamento possível com quem você prometeu amar para sempre.

Um dia vocês terão filhos e ao colocá-los na cama dirão a mesma frase: que irão amá-los para sempre. Não conheço pais que pensam em trocar os filhos pelos filhos mais comportados do vizinho. Não conheço filho que aceite, de início, a separação dos pais e, quando estes se separam, não sonhe com a reconciliação da família. Nem conheço filho que queira trocar os pais por outros "melhores". Eles aprendem a conviver com os pais que têm.

Casamento é o compromisso de aprender a resolver as brigas e as rusgas do dia-a-dia de forma construtiva, o que muitos casais não aprendem, e alguns nem tentam aprender. Obviamente, se sua esposa se transformou numa megera ou seu marido num monstro, ou se fizeram propaganda enganosa, a situação muda, e num próximo artigo falarei sobre esse assunto.

Para aqueles que querem ter vantagem em tudo na vida, talvez a saída seja postergar o casamento até os 80 anos. Aí, você terá certeza de tudo.

domingo, 29 de agosto de 2010

Saiu na VEJA: Casar Faz Bem!

Talvez você até já tenha lido esta matéria... mas achei interessante publicar o post mesmo assim.

É lógico que pra nós, cristãos, o casamento vai muito além do que tudo o que foi escrito na reportagem. Porém, achei incrível uma revista do estilo da VEJA publicar uma matéria assim. Tudo bem que a VEJA pode, simplesmente, estar mancomunada com a "indústria do casamento" que existe hoje em dia só pra roubar o dinheiro dos noivos apaixonados. Mas ainda assim, podemos extrair muita coisa boa destas oito páginas.

Se você não tem acesso à revista e gostaria de ler a matéria, basta clicar na imagem abaixo e baixar o pdf gratuitamante (é só esperar aqueles segundos=). Se tiver alguma dúvida na hora de baixar, leia o tutorial sobre Download de Arquivos.

CASAMENTO
POR QUE ELE CONTINUA A VALER A PENA
A instituição mais antiga da história da sociedade é também a que mais se transformou nas últimas décadas. Encarada com clareza, porém, ela pode ser, uma imensa fonte de satisfação e felicidade

quinta-feira, 21 de maio de 2009

O Evangelho e o meio ambiente

O verdadeiro motivo que deve mover o homem a cuidar do planeta.

[Texto retirado do site Cristianismo Hoje]

O século XXI tem sido marcado pelo retorno a algumas questões fundamentais que, por um bom tempo, foram desprezadas pela sociedade de maneira geral. Um dos assuntos mais atuais, a discussão acerca do aquecimento global, tem feito com que as nações repensem seus papéis na preservação de nosso ecossistema.

Ainda que louvável, esta preocupação com a preservação da natureza não deve ser função exclusiva dos governos, mas de cada indivíduo - como seres que foram criados à imagem e semelhança de Deus.

As Escrituras Sagradas, em seu primeiro livro, nos apresentam as seguintes palavras: Tomou, pois, o Senhor Deus ao homem e o colocou no jardim do Éden para cultivá-lo e o guardar (Gn 2:15). De acordo com tal sentença, o Senhor estabeleceu como responsabilidade do homem o governo sobre o jardim onde havia sido posto.

Nenhum outro ser criado recebeu, além do homem, a incumbência de zelar pela preservação do jardim onde foi posto. Esta era uma tarefa daquele acerca de quem, quando criado, foi dito: E eis que era muito bom (Gn 1:31). O pecado, contudo, fez com que o homem, quase sempre impedido de olhar além de seu próprio ventre, não cumprisse com o mandamento estabelecido por seu Senhor.

Um aspecto que contribuiu para que chegássemos aonde chegamos foi a desagregação de dois elementos inseparáveis: a proclamação do evangelho e a preservação do meio ambiente. Como cristãos, vivemos boa parte de nossa história agindo como se apenas o aspecto espiritual fosse importante para Deus. Pouca atenção era dada a questões como zelo pela natureza, preservação de animais em extinção, etc.

O cenário hodierno tem contemplado mudanças na relação do homem com a natureza. Todavia, uma pergunta precisa ser feita no tocante a este assunto: Por que tanta preocupação, agora, para com estas questões? Que motivações têm levado a humanidade a agir em prol de resgatar a natureza que por tanto tempo desprezou? Estaria o homem, agora, zelando pela glória de Deus que se manifesta nas coisas criadas (Sl 19:1)?

É certo que não é esta a preocupação em foco! A rebeldia no Éden fez com que a raça humana rompesse com Deus, consigo mesma e com as demais coisas criadas. O homem, por causa da queda, perdeu de vista a perspectiva de que sua finalidade é “glorificar a Deus e gozá-lo para sempre”. Majoritariamente, a preocupação para com as coisas criadas não vem de um retorno ao entendimento de que Deus é glorificado quando o homem cultiva e guarda o jardim no qual foi colocado (Gn 2:15). Antes, vem da percepção de que, se não agir para reverter a situação, a estabilidade que ele [o homem] acha que construiu ao explorar a natureza será, em pouco tempo, substituída pelo caos.

A glória de Deus não tem sido a grande preocupação nas lutas ambientais. Muito mais motivador do que isso têm sido os incentivos fiscais, os estímulos e benefícios de grandes organizações e o medo do que poderá acontecer em um futuro não muito distante. O grande problema é que não poucos cristãos têm se portado da mesma forma que os ímpios. Não cuidam da natureza por ser ela o jardim de Deus e por sermos nós seus jardineiros; não enxergam o zelo para com o meio ambiente como um meio de glorificar a Deus e de fazer com que os homens vejam suas boas obras e glorifiquem seu Pai que está no céu (Mt 5:16).

Como povo de Deus que somos não podemos nos esquecer de que a proclamação das verdades nas quais cremos se dá com muito mais eficácia através de nossas ações do que de nossas palavras. Proclamarmos as verdades cristãs significa, também, agirmos em favor da preservação de tudo o que foi criado por Deus, para a sua glória. Sejamos cristãos integrais; proclamemos as verdades, quer através de palavras, quer através de ações; cumpramos o mandado de nosso Senhor! Que belo jardim temos para cuidar. Façamos isto, por amor daquele que nos amou primeiro e como demonstração do zelo pela glória do Criador!

Por Daniel Leite Guanaes